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Blog sobre entretenimento e cultura pop.

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Festivais

Horário Radiohead

Já estão confirmados os horários do Just a Fest. Po o Kraft só vai tocar 1 hora???

Rio De Janeiro (20/03)
DJ 18hs
Los Hermanos às 19hs
Kraftwerk às 21hs
Radiohead às 22:30hs

São Paulo (22/03)
DJ 17hs
Los Hermanos às 18hs
Kraftwerk às 20hs
Radiohead às 21:30hs

A festa do Oscar

A maior e mais consagrada premiação do cinema mundial está a caminho. Com isso, farei aqui minhas previsões, algumas com o que eu acho que deveria ganhar e outras com quem realmente vai ganhar ( minha escolha está em negrito). Algumas categória tirei porque não faço a mas vaga idéia.

Melhor filme:
“Quem quer ser um milionário?”
– “Frost/Nixon”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Milk – A voz da liberdade”
– “The reader”

– The Wrestler deveria ter sido indicado

Melhor diretor:
– Danny Boyle – “Quem quer ser um milionário?”

– Ron Howard – “Frost/Nixon”
– David Fincher – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Gus Van Sant – “Milk – A voz da liberdade”
– Stephen Daldry – “The reader”

Melhor ator:
– Mickey Rourke – “The wrestler”
– Sean Penn “Milk – A voz da liberdade”
– Frank Langella – “Frost/Nixon”
– Brad Pitt – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Richard Jenkins – “The visitor

Melhor atriz:
– Meryl Streep – “Doubt”
– Kate Winslet – “The reader”
– Anne Hathaway – “O casamento de Rachel”
– Angelina Jolie – “A troca”
– Melissa Leo – “Frozen river”

Melhor ator coadjuvante:
– Heath Ledger – “Batman – O cavaleiro das trevas”
– Josh Brolin – “Milk – A voz da liberdade”
– Robert Downey Jr. – “Trovão tropical”  – Deveria ser ele!
– Philip Seymour Hoffman – “Doubt”
– Michael Shannon – “Revolutionary road”

Melhor atriz coadjuvante:
– Amy Adams – “Doubt”
– Penélope Cruz – “Vicky Cristina Barcelona”
– Viola Davis – “Doubt”
– Taraji P. Henson – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Marisa Tomei – “The wrestler”

Melhor longa de animação:
– “Wall.E”
– “Kung Fu Panda”
– “Bolt – Supercão”

Melhor filme em língua estrangeira:
– “Revanche”, de Gotz Spielmann (Áustria)
– “The class”, de Laurent Cantet (França)
– “The Baader Meinhof Complex”, de Uli Edel (Alemanha)
– “Waltz with Bashir”, de Ari Folman (Israel)
– “Departures”, de Yojiro Takita (Japão)

Melhor roteiro original:
– “Frozen river”
– “Na mira do chefe”
– “Wall.E”
– “Milk – A voz da liberdade”
– “Happy-go-lucky”

Melhor roteiro adaptado:
– “O caso curioso de Benjamin Button”
– “Doubt”
– “Frost/Nixon”
– “The reader”
– “Quem quer ser um milionário?”

Melhor direção de arte:
– “A troca”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “A duquesa”
– “Revolutionary road”

Melhor fotografia:
– “A troca”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “The reader”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Quem quer ser um milionário?”

Melhor mixagem de som:
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Quem quer ser um milionário?”
– “Wall.E”
– “Procurado”

Melhor edição de som:
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Homem de Ferro”
– “Wall.E”
– “Procurado”
– “Quem quer ser um milionário?”

Melhor trilha sonora original:
– Alexandre Desplat – “O curioso caso de Benjamin Button”
– James Newton Howard – “Defiance”
– Danny Elfman – “Milk – A voz da liberdade”
– Thomas Newman – “Wall.E”
– A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor canção original:
– “Down to Earth”, de Peter Gabriel and Thomas Newman – “Wall.E”
– “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”
– “O Saya”, de A.R. Rahman e Maya Arulpragasam – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor figurino:
– “Austrália”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “A duquesa”
– “Milk – A voz da liberdade”
– “Revolutionary road”

Melhor documentário de longa-metragem:
– “The betrayal”
– “Encounters at the end of the world”
– “The garden”
– “Man on wire”
– “Trouble the water”

Melhor edição:
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Frost/Nixon”
– “Milk – A voz da liberdade”
– “Quem quer ser um milionário?”

Melhores efeitos especiais:
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Homem de Ferro”
– “O curioso caso de Benjamin Button”

Melhor maquiagem:
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– Hellboy II – O exército dourado”

Coachella 2009

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Radiohead

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O ingresso.com.br já tá vendendo os ingressos.

Que ja foram comprados por minha pessoa. Vejo vocês dia 20/3 no RJ e dia 22/3 em SP.

É Hoje

Só acessar http://www.ingresso.com.br apartir da 00:00 e comprar seu ingresso!

Calendário

Segundo meu informante (Lucio Ribeiro) esse seria o calendário de shows para o começo e 2009:

Little Joy – Fechado. Entre 23 e 31 de janeiro. Shows em São Paulo, Rio, BH e Salvador. Talvez Recife.
Amy Winehouse – fevereiro. A cantora-problema deve vir para Rio e São Paulo neste começo do ano. Se estiver em condições para tanto.
Radiohead – março. Dois shows: um em SP, um no Rio. Confirmado oficialmente.
Coldplay – março. vinda acertada. falta definir se são mesmo seis shows.
Wilco – abril. Dois shows, pelo menos. Confirmado.
Sonic Youth – maio. Confirmado.
Of Montreal – maio. Praticamente confirmado. Festival com Silver Jews (100%) e Born Ruffians (praticamente).
Oasis – Fortes indicios de shows na América do Sul no primeiro semestre, provavelmente perto de abril


-Little Joy vou perder, infelizmente.

-Amy Winehouse é perda de tempo e dinheiro.

– Coldplay idem

– Oasis não considero uma banda ou algo relevante na música.

– Sonic Youth, Of Montreal vão ser shows imperdíveis.

– Já vi que vou ver meu terceiro show do Wilco.

– E o Radiohead vai ser o show do ano!

– Silver Jews é outra banda que se vier vai fazer um estrago.


Planeta Terra

No dia 8 do sábado aconteceu o festival mais esperado do ano o Planeta Terra. Festival de 1 ano de existência que acontece no ótimo galpões do Morumbi ( uma pena ano que vem vai virar shopping), e traz sempre atrações de peso da cena atual da música. Este ano teve atrações como Jesus And Mary Chain, Animal Colletive, Spoon, Foals, Breeders, Kaiser Chiefs, Bloc Party e o patinho ferio Offspring.

O que falar do Festival esse ano? Logo que cheguei corri direto para ver Animal Colletive, contemplando do fundo do galpão, ao longo do show fui me aproximando ja extasiado e abestado por sua apresentação ao vivo. A melhor musica foi a ultima onde trouxeram suas raízes eletrônicas, misturaram com seus ancestrais africanos e soltaram a bateria da mangueira ao mesmo tempo. E o vocalista Deakin que parecia que a qualquer momento iria soltar o batidão e começaria a cantar um Hip Hop Foi um caos sonoro, mais foi lindo e alto.

De muito novo e moderno passei para a nostalgia. Foi ver Jesus And Mary Chain, banda que não sou apaixonado mas queria ouvir os clássicos Sidwalking, Just Like Honey. Apesar do som baixo, fato que prejudicou muito as guitarras e o peso do show, o show foi emocionante. Era possível reparar nos fãs a emoção de ver a banda de suas adolescências tocando ali ao vivo. Foi um bom show, mas nada inesquecível.

Sai mais cedo do Jesus e acompanhei as ultimas do Foals. Não achava que o Foals iria fazer grandes coisas nesse festival, mais pelo visto fizeram. Sr. Lucio Ribeiro, elegeu como melhor show do Terra. E pelo o que vi no final, os caras estavam cheios de energia pulando para todos os lados gritando e levando a galera a loucura no Indie Stage. Com o fim do show me aproxime da grade do Indie Stage e deixei de lado o Offspring e fiquei a espera do Spoon.

Exatamente as 9 e 30 eles sobem no palco com seus trajes de cowboys modernos. O show foi do caralho. Britt Daniel soltou a voz e mostrou que tem tudo para ser um guitar hero. Só tocaram os sucessos, que foram cantarolados tanto pela bela voz de Britt quando pelo platéia. É difícil no Brasil ver uma banda no seu auge, normalmente elas vem ja acabadas tocar por aqui. O Spoon felizmente não é um desses casos. Eles estão nas pontas dos cascos o que torna o show muito melhor. Sem dúvidas o melhor show do festival. Foi aquele show que você sai da um abraço em um desconhecida e fala – que show – Rock and Roll na veia.

Depois da experiência quase religiosa do Spoon, fui para o Bloc Party. Esperava muito desse show. O primeiro CDs deles é muito bom, e os outros são bem ruinzinhos. Mas seus shows são sempre comentados por serem muito bons. Foi o pior show que vi esse ano. Foi muito ruim. E ainda  o som não ajudou. Kelle e seus comparsas não conseguiram animar a ninguém, e com isso fizeram um show mormo sem muitas emoções. Foi decepcionante. Isso piorou ainda mais com a notícia de que o show deles no Circo Voador foi catártico, saíram aclamados do templo do rock carioca (será?). Será que foi o Main Stage que fez o show da banda ruim? Talvez…

Vídeo do Circo Voador – acho que vale mais apena

Como o Bloc Party estava monótono, dei uma rondada no pelo local do festival, e fui ver o breeders. Tava 10x superior ao Bloc Party. Kim Deal animava o público com sseu rock alternativo, e seus belos riffs de guitarra.  Pelo que vi o show foi excelente.

Com o fim do Breeders só restava 1 atração, o Kaiser Chiefs. Que tinha a difícil papel de fechar um festival como esse. Cumpriram seu papel. Com uma enxurrada de hits e um vocalista que mais parece um animador de torcida o kaiser Chiefs empolgou o mar de gente no Main Stage e pois fim a esse festival que tem tudo para continuar a existir por longos anos.

Top 5 Terra:

1 – Spoon

2 – Foals

3 – Jesus And Mary Chain

4 – Kaiser Chiefs

Planeta Xuxa

Quando tudo voltar ao normal, postarei sobre o Planeta Terra em SP.

Planeta Terra

Com o fim do Tim FAILstival, se aproxima o que hoje pode ser chamado de melhor festival de musica no Brasil. Com seus 5000 ingressos esgotados, o Planeta Terra tem tudo para manter seu curto legado. Entre os acertos do ano passado, estão: O local, fenomenal nem o Tim do Rio tem um local tão bom, as atrações, que foram alta nível para todos os gostos e a pontualidade. Um dos grandes problemas foram os conflitos de hórario, mas isso aparentemente será resolvido no deste ano.

Enquanto esperamos a chegada, farei minah previsão de melhores shows:

Curumim – Indie Stage 18:00 – 19:00

Aposto no Curmim porque nunca vi o show dele, e Malu Magalhães ja encheu um pouco. Novos ares..

Animal Colletive- Indie Stage 19:30 – 20:30

Umas das minha bandas favoritas hoje. Seus shows pelo que dizem são sempre diferentes, alucinantes e impecáveis. Diria que é o show imperdível do Terra. Tem tudo para entrar no TOp 5 do ano e quem sabe da vida. Vejam o vídeo vale a pena!!

Jesus and Mary Chain – Main Stage 20:30 – 21:30

Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
It’s good, so good, it’s so good
So good

Walking back to you
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you

I’ll be your plastic toy
I’ll be your plastic toy
For you

Eating up the scum
Is the hardest thing for
Me to do

Just like honey

Spoon Indie Stage 22:30 – 23:30

Uma banda fantátisca, que sempre sonhei com uma vinda ao Brasil. Seu ultimo cd (alias todos) foi um dos melhores discos do ano passado. Nao tem como não gostar de Spoon.

Bloc Party – Main Stage 23:45 – 01:00

Se tocaram as músicas do primeiro CD valerá o show.

Kaiser Chiefs – Main Stage 01:30 – 02:45

Vai ser aquele enchurada de hits onde todo mundo já acabado vai pular e se divertir com essa divertida banda.

O Resto é resto – Breeders e Foals no sei o que pensar -~Mylo tinha tem tudo para ser bom mas vai ser DJ set e o Felix é sempre bom mais só vai te a galera fiel.

Saldo Tim Festival

O Tim Festival mostra de novo porque se tornou o festival do quase bom. Depois da maratona de 2 dias no desorganizado Tim Festival, algumas coisas devem ficar na cabeça.

1 – Os erros de escalação nos palcos. Esse idéia de criar palcos temáticos é uma merda. E ainda ouve uma super valorização de bandas. Por exemplo, MGMT que só tem um cd lançado tocou depois do The National que tem 5 CDs, ou seja o show do MGMT foi de 50 minutos e deposi não teve mais nada. Isso não acontecia antes, Arcade Fire na época mais bombado que Wilco tocou antes. Outro erro também foi colocar o DJ Yoda na mesma hora do Gogol Bordello. Porque não dividir as atrações do festa entre sexta e sábado ???

2 – Graves problemas com o som. Kayne West o baixo estava ensurdecedor. Quase que anulando a voz do Mr. West. O National e MGMT tiveram vários problemas com o som, instrumentos não entravam etc.

3 – Bares diferentes pra cada palco. Isso acontece já a vários anos, e é um saco. Filas imensas fazem com que você compre logo 3 refrigerantes e ai você entra no palco e o bar é diferente….

4 – vazamento de som dos palcos para outros…

5 – Preço dos ingressos. Ta na hora de repensar isso.

6 – Frenesi de celebridades. As pessoas estão indo para ser vistas, não ver o show.

Saldo Positivo

1 – Ego Trip do Kanye West, foi caro, mais vale a produção.

2 – The National ter se comovido com a vinda ao Brasil.

3 – O caos causado pelos punks ciganos do Gogol Bordello. Melhor show do Tim

4 – A festa de criança promovida por Dan Deacon no palco do Jazz. Teve quadrilha, Túnel do Amor, concurso de dança, corrida de Hi5… Realmente é uma proposta que sem a platéia animada o show não funciona.

5 – o Local. O cenário é sempre caprichado. Imagina se som e as atrações tivesse a mesma atenção como fazem com o cenário…

Top 3

1 – Gogol Bodello

2 – Dan Deacon

3 – Kanye West

Para Colocar na Agenda: SP Noise Festival

Para quem não tem a oportunidade de ir a goiania (como eu) vai acontecer em SP uma versão mini da de GO.

A maioria das atrações internacionais vão tocar, entre elas as ótimas Black Lips e Black Mountain.

SP Noise Festival

Sexta-feira, 21/11

Black Mountain (Canadá)(Palco 1)
Flaming Sideburns (Finlândia)(Palco 2)
Motek (Belgica)(Palco 1)
Os Ambervisions (SC)(Palco 2)
The Tormentos (Argentina)(Palco 1)
Black Drawing Chalks (GO)(Palco 2)

Sábado, 22/11

Vaselines (Escócia)(Palco 1)
Black Lips (USA)(Palco 2)
The Ganjas (Chile)(Palco 1)
Do Amor (RJ)(Palco 2)
Calumet-Hecla (USA)(Palco 1)
Homiepie (SP)(Palco 2)

Ingressos:

21/11 (sexta-feira): R$55,00 (antecipado) e R$65,00 (no dia)
22/11 (sábado): R$65,00 (antecipado) e R$80,00 (no dia)
Ingressos antecipados à venda na Sensorial Discos – Rua 24 de Maio 116 (Rua Alta), Centro. Tel: (11) 3333 1914
Censura: 16 anos
Abertura da casa às 18:00 na sexta e às 17:00 no sábado
http://www.goianianoisefestival.com.br/
Eazy – Av. Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda – São Paulo – SP.
Tel: (11) 3611-3121.

Entrevista Com Ronaldo Lemos

Em ritmo de Tim Festival o rraurl entrevistou o professor/advogado/curador Ronaldo Lemos, que esta lançando seu livro Tecnobrega. Lemos dá aula da FGV do Rio de janeiro e é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da mesma faculdade. Criador do site Overmundo e conselheiro do Creative Commons. O ex aluno de Harvard e entusiasta do Tecnobrega do pará fala de seu papel na escalção do Festival, os problemas de cancelamento, e responde a algumas reclamações. Junto tambem cologo outra entrevista dele onde fala de diretos autorais no mundo atual e a industria cultural. Lemos da uma verdadeira aula de Direitos autorais e curadoria de festivais.

TIM FESTIVAL 2008
A CURADORIA. BLACK MUSIC. E OS CANCELAMENTOS

Como é o trabalho de curadoria do TIM?

É um trabalho que acontece durante o ano inteiro e é totalmente profissional. Faço a curadoria para vários outros eventos e festivais no Brasil e fora (agora mesmo está rolando no MIS de São Paulo uma mostra de músicas eletrônicas periféricas, como a champeta, o kwaito, o bubbling, o kuduro e outros*).

A do TIM é sem dúvidas a mais desafiadora. É preciso assistir a muitos shows e nesse sentido ajuda o fato de que acabo tendo de viajar bastante. Além disso, é muito importante entender não só o que está acontecendo na música, mas também no mundo de forma geral, percebendo que idéia cada artista representa naquele momento. Além disso, o trabalho de curadoria muda a cada ano por causa da tecnologia, novos desafios surgem. Por exemplo, o fato do Brasil (e da América Latina) estar fora do circuito internacional de shows. Nem sempre é fácil convencer as bandas a tocar no país. E o segundo, o fato do conceito de “sucesso” ter-se modificado completamente.

(*N. do. A.: a mostra é parte da expo I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito, veja a programação aqui).

Para esse ano, no que diz respeito à música eletrônica e jovem, quais foram os preceitos?

Um dos princípios do festival é a diversidade. Nesse ano há várias vertentes diferentes de jazz, de música eletrônica. Tem punk cigano, hip hop, tem guitarrada paraense, tem funk carioca, e assim por diante. Sempre buscamos fazer um balanço do que houve de mais interessante em diversos segmentos musicais naquele ano. E também apontar tendências e apostas para o futuro, coisa que o festival sempre fez bem.

É bom lembrar que o TIM é um festival muito grande. Nesse ano, mesmo depois dos duros cancelamentos, o festival está trazendo 25 artistas que tocam no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo. Em outras palavras, são mais de 50 shows em uma semana, em lugares diferentes. A produção de alguns é enorme. O Kanye West, por exemplo, está trazendo 36 toneladas de equipamento para o Brasil. Esse é outro critério importante: tornar possível ver shows no Brasil do jeito em que acontecem lá fora e que de outra forma dificilmente acabariam vindo para cá.

Mas algumas das críticas sobre a escalação de Klaxons e Gossip, por exemplo, é que elas seriam perfeitas numa edição de 2007, não agora esse ano. O que você acha disso?

Consideramos trazê-los para o ano passado também, mas não havia agenda. No entanto, as duas bandas continuam mais atuais do que nunca. Com relação ao Klaxons, está acontecendo um fascínio pela idéia de “rave”, uma nostalgia pelo final da década de 80 (com o seu “segundo verão do amor”) e o início dos anos 90. Esse é um espectro que vem assombrando a música pop mundial nos últimos anos e ainda vai dar muitos frutos. O Klaxons é um deles, especialmente por terem sido classificados como new rave.
TIM FESTIVAL
Nem sempre é fácil convencer as bandas a tocar no país. E o conceito de “sucesso” modificou-se completamente.A relação dos Klaxons com as “raves” é de afirmação e negação simultaneamente, o que torna a música deles tensa e interessante. Minha percepção é de que a banda ainda será muito relevante. Vai ser desafiador assisti-los ao vivo nesse momento de negação da rave (quem for esperando encontrar glowsticks vai se decepcionar). O Gossip também não poderia estar mais atual. É uma pena que tenham cancelado, inclusive de forma tão chata alegando outros compromissos de agenda. Uma das razões para a atualidade da banda é sua antítese a uma série de idéias muito fortes desse começo de século. Por exemplo, antítese à era Bush; a ideais específicos de beleza e preconceitos sexuais. O Gossip é uma das poucas bandas atuais cuja atitude punk se traduz em um caráter substantivo. Espero vê-los no Brasil em outra oportunidade.

Desde a primeira edição do TIM em 2003 o festival reserva um bom espaço para a música negra. Public Enemy, De La Soul, M.I.A., Cut Chemist, Beastie Boys, Spank Rock, etc.. Qual o estímulo para trabalhar em tal nicho musical? E quais foram os preceitos dessa vertente para 2008?

Nossa preocupação é mapear o que está acontecendo em várias vertentes musicais. Nesse sentido, não acho que musica negra seja um nicho específico. Estamos trazendo o Kanye West nesse ano porque é de fato um dos maiores artistas atuais. E não é pelos dez Grammys que ele ganhou. O enfoque dele com relação à música enquanto diálogo permanente com várias artes é muito interessante. É muito bacana ver a influência de artistas da vanguarda de artes plásticas na música dele (como a recente parceria com a Vanessa Beecroft) e de estilos inusitados como a filtered disco no seu último disco. É também bacana ver como ele é bem recebido por vários públicos, do rock ao eletrônico, que vão além do alcance do hip hop mainstream americano

Ainda sobre black music, o Yo Majesty chegou a publicar no MySpace datas no TIM, mas não foi anunciado. A dupla que seria perfeita tocando ao lado de Neon Neon, já que eles participam do álbum deles. O que houve?

Queríamos trazer as meninas do Yo!Majesty, inclusive para que tocassem junto com o Gossip (seria uma overdose de egos e gordinhas lésbicas no palco – seria incrível). Acontece que recebemos um e-mail do agente delas em agosto dizendo que a Shunda K, que era o maior talento no grupo, tinha saído da banda em meio a uma briga complicada. Isso causou uma série de instabilidades e o show havia mudado completamente. Por essa razão, achamos melhor cancelar e torcer para que elas se acertassem. Espero que esteja tudo bem agora.

(N. do A.: Entramos em contato com a banda e o manager, mas não obtivemos resposta. Apesar de não ter vindo ao Brasil por esse suposto “fim”, o MySpace da banda ainda lista datas de shows e Shunda como integrante.)

DIREITOS AUTORAIS
CONQUISTAS E DESAFIOS HOJE E PARA 2009

Em 2006, numa entrevista ao rraurl, lhe foi perguntado: <i>A questão do direito autoral acabou se tornando uma verdadeira guerra nos últimos anos. Que vitórias você destacaria, para ambos os lados? Gostaria que você respondesse a mesma pergunta analisando o período de 2007/2008.

A guerra continua. O direito autoral é hoje o campo de batalha onde serão resolvidos (ou não) diversos conflitos originados pela tecnologia digital e pela internet, como a questão dos remixes, o direito ou não de baixar música e assim por diante.

INDÚSTRIA CULTURAL
A música vive um momento muito bom, essa “crise” é muito mais da indústria do que da música. O desafio (…) é encontrar o equilíbrio entre o direito de acesso e a justa remuneração dos autores.Infelizmente sou bastante pessimista e acho que nessa batalha a sociedade está levando a pior com relação ao direito. As derrotas da socieades têm sido duras. A última, por exemplo, foi a aprovação da legislação chamada Pro-IP pelo governo Bush nos EUA (saiba mais). Ela endurece ainda mais as penas para violações de direito autoral, torna mais fácil processar “cúmplices” na violação autoral (como sites e provedores de internet) e cria a figura de um “Czar” do direito autoral nos EUA, com a responsabilidade de defender politicamente os interesses da indústria da música e de Hollywood em todo o mundo. É um péssimo exemplo.

Como exemplo de vitórias, uma das poucas é a aprovação da chamada Agenda do Desenvolvimento na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, que abre chance de trazer um pouco mais de racionalidade para essa discussão no mundo inteiro, inclusive abrindo espaço para temas como o Creative Commons e o Software Livre, ignorados até pouco tempo na esfera internacional. Pelas propostas da Agenda, a propriedade intelectual não deve ser vista como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento para a promoção do desenvolvimento econômico, cultural e social de todos os países. Isso em si já é uma mudança e tanto. Resta saber agora como ela será implementada nos próximos anos.

O compartilhamento de arquivos parece sobreviver a medidas da indústria fonográfica, a opções conciliadoras (o próprio Creative Commons) e até mesmo à tecnologia, já que não se depende mais apenas de softwares P2P para a troca de arquivos. Hoje, uma busca bem objetiva no Google Blog Search leva a inúmeras páginas, blogs e outros links com álbuns inteiros armazenados em sites como zshare e rapidshare. Fora os torrents da vida. O que você acha disso?

Acho o mesmo que o Paul Krugman, prêmio Nobel de economia deste ano. Conforme ele escreveu em um artigo recente no New York Times, a indústria da música precisa estar preparada para uma realidade econômica em que o custo da cópia e da disponibilização da música é zero (leia o artigo – “Bits, Bands and Books“). Isso é um problema que vai além da esfera jurídica. É efetivamente uma questão econômica. Ainda é possível tentar recriar artificialmente uma certa “escassez” para a distribuição da música através do direito, mas o custo disso será cada vez mais alto. A solução é investir tempo e dinheiro em novos modelos de negócio. A música vive um momento muito bom, essa “crise” é muito mais da indústria do que da música. E com ela existe uma oportunidade extraordinária para o surgimento de inúmeros modelos de negócio.

É impossível para a indústria e outros meios de controle acompanhar a velocidade de blogs musicais e controlar o compartilhamento de faixas e álbuns neles?

Certamente. Como mencionei acima, o conceito de “sucesso” mudou completamente. Ele não tem nada a ver mais com o que diz a Billboard e outras revistas de música, a televisão ou qualquer outra mídia. Não existe mais um “árbitro” único para o sucesso. A verdade é que a indústria já acompanha o que acontece nos blogs de MP3 e nas redes sociais para se orientarem sobre o que vai dar certo ou não. Há até um artigo recente mostrando uma correlação entre o número de dowloads de uma série de TV nova e seu sucesso ou fracasso na temporada seguinte.

Brincando um pouco de futurologia, quais serão os maiores desafios para a questão dos direitos autorais em 2009?

O desafio continuará o mesmo que em 2000: encontrar o equilíbrio entre o direito de acesso da sociedade e a justa remuneração dos autores. De 2000 para cá inúmeras oportunidades foram perdidas. Por exemplo, a indústria da música poderia ter feito de cara um acordo com o Napster. Muitos dos problemas e das insatisfações que vemos hoje não teriam acontecido. O próprio iTunes da Apple possivelmente seria bem diferente do que é hoje (e possivelmente até melhor, sem DRMs desde o início e com preços mais baixos). E a indústria como um todo estaria mais bem adaptada aos novos tempos.

Essa oportunidade, no entanto, foi perdida. Espero que pelo menos algumas das inúmeras novas oportunidades que surgem todos os dias sejam aproveitadas (por exemplo, que tal pensar em um acordo com os sites que trabalham com trackers privados?).

E você, baixa música ilegal?

Hoje não é mais preciso baixar música para o seu próprio computador. Praticamente tudo está online, seja no YouTube, no MySpace, na Last.fm e assim por diante. Pouca gente se deu conta, mas a idéia de cloud computing, em que tudo fica armazenado na própria rede (a “nuvem”) é uma tendência forte também para a distribuição de conteúdos. Isso, aliás, é o começo do fim da era do iPod. A próxima geração de players portáteis será wi-fi, e toda a música ficará armazenada na rede. O usuário poderá ouvir o que quiser na hora em que quiser sem precisar baixar nada para o próprio computador. Já há indícios de que o próprio iTunes está indo nessa direção.

Mr.West em SP

Kanye

Ai esta o Set list do show

SET LIST
Kanye West “Brilhando no Escuro” @ TIM Festival (22/out)
“Stronger Intro”
“Good Mornin'”
“I Wonder”
“Heard’em Say”
“Thru The Wire”
“Champion”
“Get em High”
“Diamonds”
“Monster Sequence”
“Can’t Tell me Nothin”
“Flashing Lights”
“Drunk n Hot Girls”
“Spaceship”
“All Falls Down”
“Golddigger”
“Good Life”
“Jesus Walks”
“Hey Mama”
“Don’t Stop Believing”
“Stronger”
“Homecoming”
“Touch The Sky”

e o rraurl fez uma ótima resenha do show

Ta chegando a hora

kanye2.jpg


Enquanto nós esperamos o show, as primeiras reviews de Sp começam a sair.  Sera Kanye West melhor que Justice no Circo Voador?

Ps – gostei da definição que o show tem um quê, de Xuxa.

Nokia Trends

Foram anunciados os primeiros nomes do Nokia Trends 2008 que acontecera em SP no Cine Marrocos. O duo de maximal N.A.S.A (Zegon e Squeak E. Clean) e o Bomb The Bass, projeto de eletronica do produtor ingles Tim Simenon, conhecido pelo hit “Beat dis”.

TimGanei Festival

Que beleza o Palco ïmperdível do Tim festival foi anunciado hoje: Marcelo Camelo, Roberta sá e Arnaldo Antunes. Pagar 150 reais pra ve isso… salve se quem puder. E viva o Terra Festival… que em 1 ano de existência ta deixando o Tim no chinelo!

Nova Baixa no Tim e uma campanha

https://i1.wp.com/www.zigzaglive.com/live/wp-content/uploads/2007/07/ChkChkChk.jpg

Paul Weller Cancelou sua vinda para o Tim Festival 2008, com isso a produção estuda uma nova escalção para o palco Bossamod. Então alexandre Mathias do Trabalho Sujo, começou a campanha Spiritualized no Tim Festival, já que á banda vem para Buenos Aires, por que não dar uma passadinha no Rio? Eu vou Mais longe e fasso campanha para colocarem tbm o ChkChkChk (!!!), seria um perfeito substituto para o Gossip tambem, e vem pro mesmo festival de Buenos Aires. Ou se não para pegar mais pesado Mars Volta, mas esse ja veio pro Tim e o Tim não é festival de repetir bandas…

!!! -Heart Of Hearts

Hermanos

Tenho que dizer em quesito de show, eles tão sabendo fazer um Line Up melhor do que o nosso: Confira ai o a lista do Personal Fest que acontece dias 31 de out e 1 de novembro

Sexta 31 de Out

The Offspring
The Jesus & Mary Chain
Spiritualized
!!!
(chk chk chk)
Four Tet (UK)
Nação Zumbi (Brazil)
Uffie & Feadz (DJ)
The Draytones (UK – Arg)
Massacre
Los Pericos
7Delfines
Bicicletas
El Canto del Loco (España)
Alai

Sabado 1 de Nov

REM
Kaiser Chiefs
Bloc Party
The Mars Volta
Emmanuel Horvilleur
Leo Garcia
Mole
Zeta (DJ set)
No Lo Soporto
Javiera Mena (Chile)
Rosal
Coiffeur
Banda de Turistas

Bandas como Mars Volta e Spiritualised e a ótima !!! vão ver o Brasil só do avião…

Revision 3

O Rev 3 é um canal de TV online. Com programas como Diggnation onde Kevin Rose (fundador do site DIGG) e Alex Albrecht apresentam as melhores histórias da semana no Digg, o Rev 3 cresce a cada ano. Hoje Conta com 18 shows e ainda tem muito mas por vir.

Entre todos esses shows recomendo o Diggnation, o Totally Rad show que fala de filmes, games e TV, Scam School, Pop Siren para bits pop, Tekzilla e Pixel Perfect para os fãs de photoshop.

Coachella 2009

Já foram anunciadas e datas do festival mais badalado do momento que acontece em indio, Califórnia.

O coachella 2009 será entre os dia 17 e 19 de abril. A escalação da próxima edição será anunciada somente no começo de 2009.

Equanto não chega, vamos relembrar 2 shows historicos:

Arcade Fire – Vi os aqui no Tim, e foi o melhor show da minha vida.

Rage Against The Machine – “Who Controls The Present Now?!”

O que vem por aí: Tim Festival

Os Shows que este blog recomenda:

O Tim festival esse ano apresentou uma escalação variada, mais bem fraquinha, para um festival que já trouxe, Strokes, Arcade Fire… Dentre os shows, eu recomendo 4.

Kanye West – Um show com efeitos especiais, hologramas e um rapper que tudo que faz vira ouro.

The National – Junte melancolia e uma voz de barítono do cantor você tem essa banda. Apesar de os holofotes estarem virados para o MGMT (cd bom e show horrível) o The National vai roubar a sexta do festival.

Dan Deacon – Direto de Baltimore o “Girl Talk” em ácido traz para o Brasil pela primeira vez sua maluca performance. Não há palavras para descrever acompanhem o vídeo. Aposta minha: vai ser o melhor show do Tim Festival.

Gogol Boderllo – Com sua trupe acho que de 16 músicos, o Gogol Bordello é uma banda do mundo. Com toque de musica cigana, o Gogol Bordello pode ser considerado o Borat usando drogas.

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