“Este não é simplesmente o melhor show que já vi na vida, é muito mais que isso. É como você ver a sua vida inteira passar por você e, em vez de morrer, você está dançando”. Mais para frente, nos camarins: “Bruce está acabado. Vamos ter que cancelar a entrevista”, diz o empresário. “Normalmente, eu saberia que estão me enrolando e o astro do rock que eu estava pronto para interrogar deu o fora, voltou para o quarto do Ritz com um grama de cocaína e estaria neste momento se revirando no fundo de uma limusine com as calças de couro na altura dos tornozelos e uma inconfundível groupie sentada sobre ele. Com Springsteen é diferente, tudo o que consigo pensar é… Deus, tomara que ele esteja bem”. O empresário convida. “Você pode vir ao camarim e conhecer Bruce, se quiser”. O jornalista pára. “Acredite, eu conheci todos eles… Led Zeppelin, Rolling Stones, Sex Pistols, e quem mais você imaginar. Nunca na vida eu tinha ficado petrificado só de pensar em conhecer um músico antes”.

Tony Parsons – Dispáros no Front da Cultura POP