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Blog sobre entretenimento e cultura pop.

mês

outubro 2008

Idéias Que Gostaria de Ter Tido

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Vai Vem do Mercado

https://i1.wp.com/www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_24/demobrimagem/crise.jpg

Que crise que nada…

Segundo fontes semi-confiáveis (Lucio Ribeiro) o Radiohead esta confirmado para o final de março no Brasil, Chile e Argentina. Sera?

Tambêm segundo essas mesma fonte, a banda mais farofa do momento, Coldplay, tambem estaria confirmada na mesma época…

Boratland

Para quem pensava que no Cazaquistão só tinha o Borat, prostitutas e anti-semitas:

Desde de 2006, a capital do Cazaquistão, a cidade de Astana, é a casa para uma das mais visualmente impressionante  e futuristica piramide, conhecida como o palácio da paz e reconciliação. Seu projeto é dos arquitetos ingleses foster + partners e seu custo foi de 8.74 bilhões de “Kazakh tenge” ( equivale a 35 milhões de libras). A piramide foi contruida para acomodar o cogresso trianual de mundo e religiões tradicionais.

WTF!!

Sem comentários

http://www.maninthedark.com/

Melô do Papel

Repare no baixista…

Teu passado te condena, Fat Boy slim!

Debates

No espírito das eleições americanos, aparece a prova de porque todos os debates, parecem ser iguais:

Voltando…

Depois de alguns dias de recuperação…

Filme sai dia 11 de novembro

Wassup Remix

Saldo Tim Festival

O Tim Festival mostra de novo porque se tornou o festival do quase bom. Depois da maratona de 2 dias no desorganizado Tim Festival, algumas coisas devem ficar na cabeça.

1 – Os erros de escalação nos palcos. Esse idéia de criar palcos temáticos é uma merda. E ainda ouve uma super valorização de bandas. Por exemplo, MGMT que só tem um cd lançado tocou depois do The National que tem 5 CDs, ou seja o show do MGMT foi de 50 minutos e deposi não teve mais nada. Isso não acontecia antes, Arcade Fire na época mais bombado que Wilco tocou antes. Outro erro também foi colocar o DJ Yoda na mesma hora do Gogol Bordello. Porque não dividir as atrações do festa entre sexta e sábado ???

2 – Graves problemas com o som. Kayne West o baixo estava ensurdecedor. Quase que anulando a voz do Mr. West. O National e MGMT tiveram vários problemas com o som, instrumentos não entravam etc.

3 – Bares diferentes pra cada palco. Isso acontece já a vários anos, e é um saco. Filas imensas fazem com que você compre logo 3 refrigerantes e ai você entra no palco e o bar é diferente….

4 – vazamento de som dos palcos para outros…

5 – Preço dos ingressos. Ta na hora de repensar isso.

6 – Frenesi de celebridades. As pessoas estão indo para ser vistas, não ver o show.

Saldo Positivo

1 – Ego Trip do Kanye West, foi caro, mais vale a produção.

2 – The National ter se comovido com a vinda ao Brasil.

3 – O caos causado pelos punks ciganos do Gogol Bordello. Melhor show do Tim

4 – A festa de criança promovida por Dan Deacon no palco do Jazz. Teve quadrilha, Túnel do Amor, concurso de dança, corrida de Hi5… Realmente é uma proposta que sem a platéia animada o show não funciona.

5 – o Local. O cenário é sempre caprichado. Imagina se som e as atrações tivesse a mesma atenção como fazem com o cenário…

Top 3

1 – Gogol Bodello

2 – Dan Deacon

3 – Kanye West

Lego

Capas de Cd recriadas com Lego

1. The Strokes – Is This It

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2. Cradle Of Filth – Cruelty and The Beast

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3. The Beatles – Abbey Road

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4. The Beatles – Hard Days Night

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5. Velvet Underground – Nico Andy Warhol

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6. Aphex Twin – Windowlicker

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7. Belle and Sebastian – Push Barman To Open Old Wounds

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8. Kaiser Chiefs – Your Truly, Angry Mob

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9. The Beatles – Let it Be

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10. The Beatles – Revolver

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11. The Beatles – Please Please me

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12. Morrissey – You are the Quarry

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13. Muse – Black holes and Revelations

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14. Nirvana – Nevermind

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15 – The Beatles – Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band

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16. The Beatles – Yellow Submarine

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17. The Offspring – Americana

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18. Bruce Springsteen – Born In The U.S.A

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19. Pink Floyd – The Division Bell

pink floyd in lego

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20. Norah Jones – Not Too Late

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Sem separação entre eles e nós.

Como por fim a atitude blasé que é casa vez mais presentes em shows?

Em seu blog, Catherine Holt escreveu um post interessante sobre o futuro da indústria do entretenimento. Abaixo o texto traduzido. A versão em inglês esta aqui.

“As maiorias dos shows eram em pequenos clubes com cervejas aguadas e adolescentes apertados contra o palco. Como uma única massa, nós idealizávamos nossos ídolos enquanto tocavam e cantavam seus corações a fora confortavelmente elevados em cima de um palco.

Não vou a um show a uma bom tempo (tragicamente “fora da moda” hoje em dia) para poder apreciar o quanto a natureza da ‘performance’ mudou.

Meu acordar aconteceu em um show em Providence, Rhode Island mês passado. A casa tinha 3 palcos – um elevado no Centro e 2 nos lados na altura do chão. Assumi que o palco central estava reservado para as bandas principais. Mas estava errada.

As maiores, mais amplas e amadas bandas tocaram no chão, botando elas no mesmo nível do que o da audiência. Não havia divisão entre ele e nós. Sem a divisão, a audiência tomou parte da performance. O que parecia uma natural troca de dar e receber entre a audiência e o artista, cheio de entusiasmo e excitação. De repente, os shows de palco central pareciam monótonos e ultrapassados.

Vemos isso online a anos. Com experiências virtuais como o YouTube e CurrentTV ou Facebook e Myspace, as pessoas esperam participar na criação de suas atividades no seu tempo de lazer. Mas este desejo de participação não termina quando eles saem de seus computadores. Ele invade a vida, tornando a capacidade de interagir e afetar com todas as experiências um direito, mais do que um privilégio.

Secretamente, eu guardo os dias de quando ainda havia uma divisão, quando eu colocava meus ídolos em um pedestal e olhava- os tocar- lá em um palco. Mas as crianças em minha volta buscam uma experiência diferente. Uma onde não há uma linha entre artista e audiência, onde suas partes vêem e participam igualmente e ativamente. Isto é tão verdadeiro na vida real quanto on-line.”

Para Colocar na Agenda: SP Noise Festival

Para quem não tem a oportunidade de ir a goiania (como eu) vai acontecer em SP uma versão mini da de GO.

A maioria das atrações internacionais vão tocar, entre elas as ótimas Black Lips e Black Mountain.

SP Noise Festival

Sexta-feira, 21/11

Black Mountain (Canadá)(Palco 1)
Flaming Sideburns (Finlândia)(Palco 2)
Motek (Belgica)(Palco 1)
Os Ambervisions (SC)(Palco 2)
The Tormentos (Argentina)(Palco 1)
Black Drawing Chalks (GO)(Palco 2)

Sábado, 22/11

Vaselines (Escócia)(Palco 1)
Black Lips (USA)(Palco 2)
The Ganjas (Chile)(Palco 1)
Do Amor (RJ)(Palco 2)
Calumet-Hecla (USA)(Palco 1)
Homiepie (SP)(Palco 2)

Ingressos:

21/11 (sexta-feira): R$55,00 (antecipado) e R$65,00 (no dia)
22/11 (sábado): R$65,00 (antecipado) e R$80,00 (no dia)
Ingressos antecipados à venda na Sensorial Discos – Rua 24 de Maio 116 (Rua Alta), Centro. Tel: (11) 3333 1914
Censura: 16 anos
Abertura da casa às 18:00 na sexta e às 17:00 no sábado
http://www.goianianoisefestival.com.br/
Eazy – Av. Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda – São Paulo – SP.
Tel: (11) 3611-3121.

Entrevista Com Ronaldo Lemos

Em ritmo de Tim Festival o rraurl entrevistou o professor/advogado/curador Ronaldo Lemos, que esta lançando seu livro Tecnobrega. Lemos dá aula da FGV do Rio de janeiro e é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da mesma faculdade. Criador do site Overmundo e conselheiro do Creative Commons. O ex aluno de Harvard e entusiasta do Tecnobrega do pará fala de seu papel na escalção do Festival, os problemas de cancelamento, e responde a algumas reclamações. Junto tambem cologo outra entrevista dele onde fala de diretos autorais no mundo atual e a industria cultural. Lemos da uma verdadeira aula de Direitos autorais e curadoria de festivais.

TIM FESTIVAL 2008
A CURADORIA. BLACK MUSIC. E OS CANCELAMENTOS

Como é o trabalho de curadoria do TIM?

É um trabalho que acontece durante o ano inteiro e é totalmente profissional. Faço a curadoria para vários outros eventos e festivais no Brasil e fora (agora mesmo está rolando no MIS de São Paulo uma mostra de músicas eletrônicas periféricas, como a champeta, o kwaito, o bubbling, o kuduro e outros*).

A do TIM é sem dúvidas a mais desafiadora. É preciso assistir a muitos shows e nesse sentido ajuda o fato de que acabo tendo de viajar bastante. Além disso, é muito importante entender não só o que está acontecendo na música, mas também no mundo de forma geral, percebendo que idéia cada artista representa naquele momento. Além disso, o trabalho de curadoria muda a cada ano por causa da tecnologia, novos desafios surgem. Por exemplo, o fato do Brasil (e da América Latina) estar fora do circuito internacional de shows. Nem sempre é fácil convencer as bandas a tocar no país. E o segundo, o fato do conceito de “sucesso” ter-se modificado completamente.

(*N. do. A.: a mostra é parte da expo I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito, veja a programação aqui).

Para esse ano, no que diz respeito à música eletrônica e jovem, quais foram os preceitos?

Um dos princípios do festival é a diversidade. Nesse ano há várias vertentes diferentes de jazz, de música eletrônica. Tem punk cigano, hip hop, tem guitarrada paraense, tem funk carioca, e assim por diante. Sempre buscamos fazer um balanço do que houve de mais interessante em diversos segmentos musicais naquele ano. E também apontar tendências e apostas para o futuro, coisa que o festival sempre fez bem.

É bom lembrar que o TIM é um festival muito grande. Nesse ano, mesmo depois dos duros cancelamentos, o festival está trazendo 25 artistas que tocam no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo. Em outras palavras, são mais de 50 shows em uma semana, em lugares diferentes. A produção de alguns é enorme. O Kanye West, por exemplo, está trazendo 36 toneladas de equipamento para o Brasil. Esse é outro critério importante: tornar possível ver shows no Brasil do jeito em que acontecem lá fora e que de outra forma dificilmente acabariam vindo para cá.

Mas algumas das críticas sobre a escalação de Klaxons e Gossip, por exemplo, é que elas seriam perfeitas numa edição de 2007, não agora esse ano. O que você acha disso?

Consideramos trazê-los para o ano passado também, mas não havia agenda. No entanto, as duas bandas continuam mais atuais do que nunca. Com relação ao Klaxons, está acontecendo um fascínio pela idéia de “rave”, uma nostalgia pelo final da década de 80 (com o seu “segundo verão do amor”) e o início dos anos 90. Esse é um espectro que vem assombrando a música pop mundial nos últimos anos e ainda vai dar muitos frutos. O Klaxons é um deles, especialmente por terem sido classificados como new rave.
TIM FESTIVAL
Nem sempre é fácil convencer as bandas a tocar no país. E o conceito de “sucesso” modificou-se completamente.A relação dos Klaxons com as “raves” é de afirmação e negação simultaneamente, o que torna a música deles tensa e interessante. Minha percepção é de que a banda ainda será muito relevante. Vai ser desafiador assisti-los ao vivo nesse momento de negação da rave (quem for esperando encontrar glowsticks vai se decepcionar). O Gossip também não poderia estar mais atual. É uma pena que tenham cancelado, inclusive de forma tão chata alegando outros compromissos de agenda. Uma das razões para a atualidade da banda é sua antítese a uma série de idéias muito fortes desse começo de século. Por exemplo, antítese à era Bush; a ideais específicos de beleza e preconceitos sexuais. O Gossip é uma das poucas bandas atuais cuja atitude punk se traduz em um caráter substantivo. Espero vê-los no Brasil em outra oportunidade.

Desde a primeira edição do TIM em 2003 o festival reserva um bom espaço para a música negra. Public Enemy, De La Soul, M.I.A., Cut Chemist, Beastie Boys, Spank Rock, etc.. Qual o estímulo para trabalhar em tal nicho musical? E quais foram os preceitos dessa vertente para 2008?

Nossa preocupação é mapear o que está acontecendo em várias vertentes musicais. Nesse sentido, não acho que musica negra seja um nicho específico. Estamos trazendo o Kanye West nesse ano porque é de fato um dos maiores artistas atuais. E não é pelos dez Grammys que ele ganhou. O enfoque dele com relação à música enquanto diálogo permanente com várias artes é muito interessante. É muito bacana ver a influência de artistas da vanguarda de artes plásticas na música dele (como a recente parceria com a Vanessa Beecroft) e de estilos inusitados como a filtered disco no seu último disco. É também bacana ver como ele é bem recebido por vários públicos, do rock ao eletrônico, que vão além do alcance do hip hop mainstream americano

Ainda sobre black music, o Yo Majesty chegou a publicar no MySpace datas no TIM, mas não foi anunciado. A dupla que seria perfeita tocando ao lado de Neon Neon, já que eles participam do álbum deles. O que houve?

Queríamos trazer as meninas do Yo!Majesty, inclusive para que tocassem junto com o Gossip (seria uma overdose de egos e gordinhas lésbicas no palco – seria incrível). Acontece que recebemos um e-mail do agente delas em agosto dizendo que a Shunda K, que era o maior talento no grupo, tinha saído da banda em meio a uma briga complicada. Isso causou uma série de instabilidades e o show havia mudado completamente. Por essa razão, achamos melhor cancelar e torcer para que elas se acertassem. Espero que esteja tudo bem agora.

(N. do A.: Entramos em contato com a banda e o manager, mas não obtivemos resposta. Apesar de não ter vindo ao Brasil por esse suposto “fim”, o MySpace da banda ainda lista datas de shows e Shunda como integrante.)

DIREITOS AUTORAIS
CONQUISTAS E DESAFIOS HOJE E PARA 2009

Em 2006, numa entrevista ao rraurl, lhe foi perguntado: <i>A questão do direito autoral acabou se tornando uma verdadeira guerra nos últimos anos. Que vitórias você destacaria, para ambos os lados? Gostaria que você respondesse a mesma pergunta analisando o período de 2007/2008.

A guerra continua. O direito autoral é hoje o campo de batalha onde serão resolvidos (ou não) diversos conflitos originados pela tecnologia digital e pela internet, como a questão dos remixes, o direito ou não de baixar música e assim por diante.

INDÚSTRIA CULTURAL
A música vive um momento muito bom, essa “crise” é muito mais da indústria do que da música. O desafio (…) é encontrar o equilíbrio entre o direito de acesso e a justa remuneração dos autores.Infelizmente sou bastante pessimista e acho que nessa batalha a sociedade está levando a pior com relação ao direito. As derrotas da socieades têm sido duras. A última, por exemplo, foi a aprovação da legislação chamada Pro-IP pelo governo Bush nos EUA (saiba mais). Ela endurece ainda mais as penas para violações de direito autoral, torna mais fácil processar “cúmplices” na violação autoral (como sites e provedores de internet) e cria a figura de um “Czar” do direito autoral nos EUA, com a responsabilidade de defender politicamente os interesses da indústria da música e de Hollywood em todo o mundo. É um péssimo exemplo.

Como exemplo de vitórias, uma das poucas é a aprovação da chamada Agenda do Desenvolvimento na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, que abre chance de trazer um pouco mais de racionalidade para essa discussão no mundo inteiro, inclusive abrindo espaço para temas como o Creative Commons e o Software Livre, ignorados até pouco tempo na esfera internacional. Pelas propostas da Agenda, a propriedade intelectual não deve ser vista como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento para a promoção do desenvolvimento econômico, cultural e social de todos os países. Isso em si já é uma mudança e tanto. Resta saber agora como ela será implementada nos próximos anos.

O compartilhamento de arquivos parece sobreviver a medidas da indústria fonográfica, a opções conciliadoras (o próprio Creative Commons) e até mesmo à tecnologia, já que não se depende mais apenas de softwares P2P para a troca de arquivos. Hoje, uma busca bem objetiva no Google Blog Search leva a inúmeras páginas, blogs e outros links com álbuns inteiros armazenados em sites como zshare e rapidshare. Fora os torrents da vida. O que você acha disso?

Acho o mesmo que o Paul Krugman, prêmio Nobel de economia deste ano. Conforme ele escreveu em um artigo recente no New York Times, a indústria da música precisa estar preparada para uma realidade econômica em que o custo da cópia e da disponibilização da música é zero (leia o artigo – “Bits, Bands and Books“). Isso é um problema que vai além da esfera jurídica. É efetivamente uma questão econômica. Ainda é possível tentar recriar artificialmente uma certa “escassez” para a distribuição da música através do direito, mas o custo disso será cada vez mais alto. A solução é investir tempo e dinheiro em novos modelos de negócio. A música vive um momento muito bom, essa “crise” é muito mais da indústria do que da música. E com ela existe uma oportunidade extraordinária para o surgimento de inúmeros modelos de negócio.

É impossível para a indústria e outros meios de controle acompanhar a velocidade de blogs musicais e controlar o compartilhamento de faixas e álbuns neles?

Certamente. Como mencionei acima, o conceito de “sucesso” mudou completamente. Ele não tem nada a ver mais com o que diz a Billboard e outras revistas de música, a televisão ou qualquer outra mídia. Não existe mais um “árbitro” único para o sucesso. A verdade é que a indústria já acompanha o que acontece nos blogs de MP3 e nas redes sociais para se orientarem sobre o que vai dar certo ou não. Há até um artigo recente mostrando uma correlação entre o número de dowloads de uma série de TV nova e seu sucesso ou fracasso na temporada seguinte.

Brincando um pouco de futurologia, quais serão os maiores desafios para a questão dos direitos autorais em 2009?

O desafio continuará o mesmo que em 2000: encontrar o equilíbrio entre o direito de acesso da sociedade e a justa remuneração dos autores. De 2000 para cá inúmeras oportunidades foram perdidas. Por exemplo, a indústria da música poderia ter feito de cara um acordo com o Napster. Muitos dos problemas e das insatisfações que vemos hoje não teriam acontecido. O próprio iTunes da Apple possivelmente seria bem diferente do que é hoje (e possivelmente até melhor, sem DRMs desde o início e com preços mais baixos). E a indústria como um todo estaria mais bem adaptada aos novos tempos.

Essa oportunidade, no entanto, foi perdida. Espero que pelo menos algumas das inúmeras novas oportunidades que surgem todos os dias sejam aproveitadas (por exemplo, que tal pensar em um acordo com os sites que trabalham com trackers privados?).

E você, baixa música ilegal?

Hoje não é mais preciso baixar música para o seu próprio computador. Praticamente tudo está online, seja no YouTube, no MySpace, na Last.fm e assim por diante. Pouca gente se deu conta, mas a idéia de cloud computing, em que tudo fica armazenado na própria rede (a “nuvem”) é uma tendência forte também para a distribuição de conteúdos. Isso, aliás, é o começo do fim da era do iPod. A próxima geração de players portáteis será wi-fi, e toda a música ficará armazenada na rede. O usuário poderá ouvir o que quiser na hora em que quiser sem precisar baixar nada para o próprio computador. Já há indícios de que o próprio iTunes está indo nessa direção.

Curta Cult

https://i0.wp.com/www.coccsp.com.br/coccsp_novo/admin/noticia/imagem_noticia.wsp

Tudo aquilo que você sempre quis saber sobre Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual e nenhum cult achou que você pudesse entender.

Melhor é use uma boina e camisa Xadrez e um cigarro, pode tambêm andar com uns dvd do Goddard.

Ps – A foto é meramente ilustrativa.

30 Videoclips Brilhantes

Sou um fã declarado de Videoclips, vou listar aqui 29 clips que não são os melhores ou meus favoritos, mas são videoclips criados perfeitamente uma determinada música.

Unkle – Rabbit in your Headlights

O que esse cara esta susurrando? quem é esse cara? o que ele faz no túnel? Assista o vídeo até o final que não ficará desapontado.

Jason Forrest – “War Photographer” (2005)

Vikings são ao mesmo tempo legais e estranhos.

Bat for Lashes — What’s A Girl To Do

No 00:38 é  talvez o melhor momento da história dos videoclips. Um obra de arte do ano de 2007.

Nick Cave & Kylie Mingoue — Where The Wild Roses Grow

Um dos clips mais bonitos ja feitos. Palavras não podem descrever.

Rob Dougan — Clubbed To Death

Edição e direção fantásticas. Tão simbólico, tão poderoso

Fujiya & Miyagi – Ankle Injuries

o que falar de um clips que é feito com com mil dados de 6 lados? Exatamente. E a música se encaixa perfeitamente.

Radiohead – “Street Spirit (Fade Out)” (1995)

Esse filme foi filmado usando diferentes frequencias de filme, permitindo que várias ações se desenrolarem em diferentes níveis no mesmo quadro.

Sia – “Breathe Me”

Umas mil polaroides…

Citizens Here and Abroad – You Drive and We’ll Listen To Music

Carros batendo e guitarras. Edição perfeita.

Moby – Porcelaine

Uma música tão bonita. É um daqueles vídeos que quando vistos pela primeira vez você nunca se esquece.

The Strokes – You Only Live Once

Com várias maneira de fazer alguma coisa, porque não tentar todas?

Arctic Monkeys – A view from the afternoon

Tão simples mas muito efetivo.

“Glosoli” – Sigur Ros

Uma história um pequeno baterista que vive em uma terra sem utopias e lidera uma revolução para a liberdade.. Não perca a última cena.

The Avalanches – “Frontier Psychiatrist”

As vezes o conceito mais óbvio para um vídeo acaba virando tambem o melhor. O coro de fantasmas é o melhor.

Royksopp – Remind Me

O dia-dia de de um joão qualquer analisado a cada segundo.

Blur – “Coffee & TV”

A história da caixinha de leite é engraçada e um pouco cruel.

Boards of Canada: “Dayvan Cowboy”

Feito com imagens do paraquedista que voou de balão até o topo do mundo e pulou. Lindas imagens.

Move Your Feet – Junior Senior

Todo feito em pixel.

Xploding Plastix – Joy Comes In The Morning

Uma video sobre o mundo em que vivemos e o qual queriamos viver.

Unkle – Eye For Eye

Até ganhou prêmio..

Vitalic – Poney

Cachorros + lasers + Camera lenta = Genialidade

OK Go – Here It Comes Again

Esse todo mundo conhece…

Justice “D.A.N.C.E.”

As vezes até camisetas falam…

Forss – “City Ports”

A visualização se encaixa perfeitamente a música.

Radiohead – Just

O que o homem na rua disse?

Prodigy – Out Of Space

Provavelmente o clips mais estranho já criado.

The Verve – Bitter Sweet Symphony

Todo mundo ja viu. E todo mundo veria de novo.

RJD2 – Work It Out

Feito em um ‘shot’ só.

Chemical Brothers – Star Guitar

O que falar da criatividade de Michel Gondry.

Daft Punk – One More Time

O video animação mais colorida de todos os tempos.

Mr.West em SP

Kanye

Ai esta o Set list do show

SET LIST
Kanye West “Brilhando no Escuro” @ TIM Festival (22/out)
“Stronger Intro”
“Good Mornin'”
“I Wonder”
“Heard’em Say”
“Thru The Wire”
“Champion”
“Get em High”
“Diamonds”
“Monster Sequence”
“Can’t Tell me Nothin”
“Flashing Lights”
“Drunk n Hot Girls”
“Spaceship”
“All Falls Down”
“Golddigger”
“Good Life”
“Jesus Walks”
“Hey Mama”
“Don’t Stop Believing”
“Stronger”
“Homecoming”
“Touch The Sky”

e o rraurl fez uma ótima resenha do show

Eventos

O pessoal do rraurl conversou com um dos proprietários do extinto clube Vegas em SP. Na conversa 2 temas recorrentes nos dias de hoje foram abordados o primeiro é o fato de que eventos não dão lucro no Brasil o outro o que representa um convidado VIP em uma festa.

[blip.tv ?posts_id=1390159&dest=-1]

Vazou…

Depois de um rápida passada pelo programa Ronca Ronca de Maurício Valadares ( com direito a anúcio de suposto show em janeiro) o Little Joy, nova banda de Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (Strokes) tem seu cd vazado na internet. Ainda não ouvi mas as 3 primeiras que estavam no Myspace me pareceram bem legais.

Ta chegando a hora

kanye2.jpg


Enquanto nós esperamos o show, as primeiras reviews de Sp começam a sair.  Sera Kanye West melhor que Justice no Circo Voador?

Ps – gostei da definição que o show tem um quê, de Xuxa.

Fazendo Sentido a Sinédoque, Nova York

O primeiro filme de Charlie Kaufman, Sinédoque NY, esta para chegar aos cinemas brasileiros. O filme parece ser feito para confundir as pessoas que o vêem em qualquer lugar. Alguns podem achar brilhante, e outros podem achar de uma complexidade caótica, mas certamente servira de base incontáveis discussões cinematográficas por anos. Quando vi pela primeira vez, não consegui tirar muito sentido do filme. Então tentarei clarificar as intenções de Kaufman e tentar olhar mais profundamente em temas do filme. Pensei em virar Kaufman. Tudo começou com uma simples questão: O que significa a casa pegando fogo? A resposta de Kaufman, infelizmente, fez com que tudo ficasse ainda mais confuso e complexo.

Antes que nós cheguemos muito longe nisso, penso que é apropriado começar pelo básico (Com já fiz em post nesse mesmo blog). O que “sinédoque” significa? A palavra é uma figura de linguagem em que uma parte é usada para o todo ou vice e versa. Em relação ao filme, “sinédoque” esta se referindo a eventual decisão do personagem principal de construir um modelo em escala de Nova York em um galpão para botar uma produção sobre toda sua vida em um palco. Mas isso é só o começo, na verdade a intenção de Kaufman era escrever um roteiro para filme de terror, para que Spike Jonze pudesse dirigir. Com o passar do tempo, o projeto deu para trás, e saiu das mãos de Jonze e caiu nas de Kaufman que decidiu então dirigir ele mesmo. Então como exatamente um filme de terror virou isso? “Meu processo é começar pensando em algo e ver o que vem ” , explica Kaufman. “Eu prefiro explorar noções ao invés de escrever para um predeterminado fim. Isso possibilita que  estória cresça enquanto eu aprendo mais sobre o assunto”. Charlie Kaufman

Tenho certeza que qualquer pessoa que estiver interessada nesse filme já tenha visto o trailer, e lido a sinopse, mas nenhum desses realmente explica o que Sinédoque, Nova York é realmente sobre. É um filme que lida com morte, doenças, desespero, solidão, problemas de relacionamento, metafísica e corações partidos. “ O filme tem um monte de emoções sérias nele, mas é engraçado em um sentido estranho”, afirma Kaufman. O que é aparente no filme é que a maioria das coisas que acontecem a Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman) são coisas que Kaufman ele mesmo esta aterrorizado, o que leva a noção de terror. É um filme engraçado sim, mas também complexo e expansivo (quando Caden começa a montar a peça) isso, na minha opinião, faz com que o filme torne-se menos do que está a tentar ser e mais o que você tira/faz dele.

Explorar o interesse de Kaufman em contar historias mais profundamente permite que nós comecemos a entender porque ele escolhe fazer o filme tão aberto para interpretações. “Estou interessado em sonhos e como nós nos contamos estórias em nossos sonhos”, explica Kaufman. “Deixe me ser claro, este filme não é um sonho, mas tem a lógica sonhadora. Você pode começar a voar em um sonho e no sonho é só, ‘ Sim, eu posso voar’- não é como você reagiria no mundo real. Então tudo que acontece nesse filme é para ser tomado no seu valor nominal, é o que está acontecendo. Esta Ok que isso não acontece na vida real – é um filme.” A cada depoimento que coloco só aparenta fazer as coisas piorarem, mas é assim que funciona com Kaufman.

Então vamos voltar a raiz de tudo – a pergunta que fiz quando comecei minha investigação. “ Você não deve se preocupar, ‘com que a casa pegando fogo significa?’ É uma casa pegando fogo que alguém mora – isso é engraçado. Você pode tirar mais dessa metáfora se ela falar com você, mas você não precisa. Espero que o filme funcione em vários níveis e pessoas consigam ler coisas diferentes dele dependendo de que eles são.” As intenções reais de Kaufman finalmente são reveladas, mas não ajuda a responder minha pergunta. Essa na verdade, Kaufman não quer que seja respondida. Ao invés, ele quer que eu tire qualquer conclusão ou olhe como somente mais um elemento do filme e não questione mais, como em um sonho. Aqueles que virão o filme talvez finalmente comessem a entender como esse filme foi feito.

Até esse ponto eu fiz meu trabalho – dei um pequena entrada na mente de Charlie Kaufman e introduzi você para algumas das dinâmicas em Sinédoque, NY. O próximo passo: ver o filme e começar alguma discussão. Você ficara mais confuso ainda tentando descobrir antes mesmo de você ver o filme. É um bom filme, não há o que questionar, é só uma questão de interpretação (se você assim decidir) ou pelo menos tentar tirar algum sentido. Para deixa você com uma ultima pequena sabedoria para ir ao filme, virarei Kaufman mais uma vez ( via esse Perguntas e Respostas da Variety). “ O que significa para mim é irrelevante porque, quando eu escrevo estas coisas e então fiz um filme, foi para você, algumas coisas irão ressoar a você e outras não, mas isso será diferente para cada pessoas e isso é excitante para mim, então eu agradeço a você”

O Financiamento de Filmes Está Mudando

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http://digitalwaveriding.files.wordpress.com/2008/10/ironmanmatrix.jpg

Enquanto se discute o problema de “product placement” ilegal, Hollywood ja faz seu dever de casa a anos. Coisa que o Brasil não parece entender.

O site Antrep04.com fez um posters alternativos, com as verdadeiras “estrelas” dos filmes.

Seria o Fim?

Enquanto o show não chega ao Rio, Mathias da sua opnião sobre o que é Kanye West e onde irá parar.

Eu digo que Kanye West junto ao Jay-Z são verdadeiros gênios no que fazem, um produzindo e o outro rapping.

As músicas que apareceram do novo disco do Kanye West são bem fraquinhas sim, mas o que se sabe é que seu legado ficara, seus mega shows, a produção de disco impecável e sua postura anti estilo Hip-Hop trazem um ar de novo a esse mundinho tão chato e repetitivo. Afinal o cara não pode acertar sempre. Não é a toa que o cara é um Superstar mundial.

Nokia Trends

Foram anunciados os primeiros nomes do Nokia Trends 2008 que acontecera em SP no Cine Marrocos. O duo de maximal N.A.S.A (Zegon e Squeak E. Clean) e o Bomb The Bass, projeto de eletronica do produtor ingles Tim Simenon, conhecido pelo hit “Beat dis”.

TimGanei Festival

Que beleza o Palco ïmperdível do Tim festival foi anunciado hoje: Marcelo Camelo, Roberta sá e Arnaldo Antunes. Pagar 150 reais pra ve isso… salve se quem puder. E viva o Terra Festival… que em 1 ano de existência ta deixando o Tim no chinelo!

Cultura Digital

Um dos aspectos cada vez mais importantes para o entretenimento, é o “problema” que se esta tendo um as novas linguagens criadas pela internet, como por exemplo, os Mashups que o Girl Talk faz, que por lei são ilegais.  Cada Vez mais se discute esse assunto e um dos seus grandes pensadores é Lawrence Lessig, que acabou de lançar um livro titulado de “Remix”. Alguns Dias atrás saiu no Wall Street Journal um Artigo de Lessig, que mostrava, simples assim, que leis de direitos autorais e a nova mudança cultural na era digital, não estão no mesmo “nível”. Ele mostra que deve haver algo errado quando a Universal esta processando uma mãe de um bebe de 13 meses, por motivos de infração dos diretos autorais de um vídeo feito por ela no YouTube.
Ele mostra que não é um problema de comensurabilidade como no caso acima, mas também um grande problema para a cultura criativa.
“Nós estamos no meio de uma guerra – que alguns chamam de “a guerra dos direitos autorais”; O que Jack Valentine chamava de sua própria “guerra terrorista”, onde os terroristas aparentemente são nossas crianças. (…) O compartilhamento de Arquivos através de Peer-to-Peer é o inimigo na guerra dos direitos autorais. Crianças “roubando” coisas com o computador são o alvo. A guerra não é sobre novas formas de criatividade, não é sobre artistas fazendo novas artes.
Ainda toda guerra tem seu efeito colateral. Esses criadores são os efeitos colaterais dessa guerra. A extrema de regulamentação que as leis de direitos autorais tornou-se, faz com que se torne difícil, as vezes impossível, para que um longo alcance de criatividade que qualquer sociedade livre – se for pensado por só por um segundo – permitiria existir, legalmente”

Esse era o problema que ele tentava resolver quando fundou o Creative Commons
As leis de diretos autorais devem ser mudadas. No artigo, Lawrence faz 5 boas sugestões para mudanças que fariam um mundo de diferença. Leia elas em detalhe no artigo do WSJ.
Se quiser ver um resumo do livro, assista a sua palestra no TED:

Um documentario esta sendo produzido no assunto acompanhe o trailer:

Jeff

Jeff Mangum [Pittsburgh, PA; 10/18/08]

Jeff Mangum tem feito aparições na turnê da banda Elepahnt 6, mas dessa vez quando subiu ao palco, cantou “Engine” de sua Ex banda Neutral Milk Hotel. Seria isso um sinal? …

I wish..

Nova Baixa no Tim e uma campanha

https://i1.wp.com/www.zigzaglive.com/live/wp-content/uploads/2007/07/ChkChkChk.jpg

Paul Weller Cancelou sua vinda para o Tim Festival 2008, com isso a produção estuda uma nova escalção para o palco Bossamod. Então alexandre Mathias do Trabalho Sujo, começou a campanha Spiritualized no Tim Festival, já que á banda vem para Buenos Aires, por que não dar uma passadinha no Rio? Eu vou Mais longe e fasso campanha para colocarem tbm o ChkChkChk (!!!), seria um perfeito substituto para o Gossip tambem, e vem pro mesmo festival de Buenos Aires. Ou se não para pegar mais pesado Mars Volta, mas esse ja veio pro Tim e o Tim não é festival de repetir bandas…

!!! -Heart Of Hearts

Reckoner

Novo clip do Radiohead da musica Reckoner, feito pro fã através do concurso no site da banda e escolhido a dedo por Thom Yorke.

Walter Carrilho

Walter é um gênio no que faz, fala o que tem que falar sem enrolação criando o que ele chama de jornalismo boçal. Um texto dele sobre festivais de cinema.

COMO SOBREVIVER A UM FILME-CABEÇA (OU “TEM UM FILME AFEGÃO NA MINHA SOPA”) .
Começou aqui em São Paulo a 29ª Mostra BR de Cinema, a maior concentração de usuários de óculos quadradinhos e de alunos de semiótica do universo. Por mais de uma semana, em todos os ateliês, escolas de yoga e salas com pufe quadriculado, não se falará em outra coisa. Tá afim de encarar? Acompanhe o nosso guia de sobrevivência.

É fácil acompanhar a mostra?
Não. Sobreviver no deserto sem água por 5 dias é fácil. Sobreviver a 332 filmes não é. Ainda mais que um deles pode ser do Tibete (mas legendado em cantonês, claro…pra facilitar…). Se cada filme tiver 2 horas de duração, serão 664 horas. Para assistir a todos você levaria 27 dias. 27 dias sentado no escuro, sem sexo e nem cerveja. Descarte alguns. Sim, o do Tibete é uma boa pedida…

Faz mal assistir a tanto filme?
Pode fazer. Depois de dezenas horas de poltrona é capaz de você desenvolver hérnia de disco, hemorróidas e ainda acabar falando coisas ridículas como “O cinema coreano faz um interessante diálogo dicotômico entre fantasia e inconsciente coletivo de premissas jungianas”. Isso não é legal. E você pode perder a sua (seu) namorada(o). Que provavelmente tem mais o que fazer do que ver aquele filme sobre a vida nas savanas da Zâmbia (lá tem savana? Não sei, nunca fui pra lá…).

Quais filmes devo ver?
Não se preocupe com os filmes. Preocupe-se com as filas. São mais legais que os filmes. É nas filas que você vai exibir o seu intelecto e o seu charme descolado. Quanto maior a fila, melhor. Dá para falar para os outros que você acha Tarkovsky um deus e que o cinema espanhol é inteiramente calcado na experiência de Carlos Saura. Uma bobagem dessas. Vai parecer coisa de fresco, mas pega bem. Ok, É MESMO coisa de fresco. Mas as estudantes de letras vão adorar.

Mas eu quero ver filmes, pombas!
Ok, ok…Escolha os filmes pelo grau de “exotismo”. Não precisa gostar. Apenas tente permanecer na sala até o final. Não ronque. Leve um joguinho eletrônico, se quiser. Eu recomendo.

De quais filmes eu devo gostar?
Ótima pergunta. Você não pode curtir ou detestar qualquer filme. Deve seguir o gosto da média. Aqui vai um resumo. Todo filme asiático é bom. Mesmo os pavorosamente ruins. Filmes espanhóis são corretos e os iranianos são “difíceis e intensos”. O que, lógico, não quer dizer muita coisa. Dores de barriga também são difíceis e intensas. Mas filme cabeça é assim mesmo: complicado de explicar.

Mas como eu vou reconhecer os filmes asiáticos, espahóis e iranianos?
É fácil, né? Nos filmes asiáticos todo mundo tem olho puxado, nos espanhóis todos fazem sexo e nos iranianos tem sempre uma criança correndo atrás de uma bola ou uma pipa. Que, como você deve saber, não são bolas ou pipas, mas sim metáforas do desejo reprimido de liberdade.

O que falar na saída do cinema?
Faça o seguinte: coloque as mãos no peito, respire fundo e diga: “É báááárbaro!” Pronto, você será visto como uma pessoa sensível.

Mas para que eu vou ver os filmes da Mostra?
Para ampliar os seus horizontes cinematográficos. Para alimentar a alma…Para…ah, quer saber? É para ficar bem na fita. Só isso. E também para desfilar com aquele casaco novo seu. Se existe outra razão eu não sei…

Alta Fidelidade

Leiam o livro e vejam o filme – Jack Black é perfeito para esse papel

Intro

A revista Vanity Fair vai eleger os melhores 25 de tudo. Uma delas é  a votação para as melhores sequências de Créditos iniciais de filmes. Coloco aqui a minha seleção da lista.

Juno

Obrigado Por Fumar

Austin Power 2

Monty Python e o Cálice Sagrado

Se7ven

As que faltaram na lista:

Sr. da Guerra

Mais estranho que Ficção – Muito pela Música de Spoon

Cães de Aluguel

Não sao de Filmes mais são sensacionais

Mad Men

The Sopranos

A Sete Palmos

Dexter

Chuck

Cowboy Bebop

Californication

Who’s Your City?

Richard Florida, na Harvard Bussiness Review

floridahbr

Qual é a Sua Cidade

Um pouco mais de Florida:

Como estudante de Entretenimento na ESPM , entender a cidade que voce vive é um fator muito importante,pois nas profissões do ramo do entretenimento, a maior tendencia é se algomorar em cidades, como exemplo Los Angeles para o cinema e Nashville para a música, e Florida te ajuda a pensar nisso. A Revista Época fez uma reportagem sobre o professor:

O mundo é…acidentado

Richard Florida, o polêmico arauto das classes criativas, olha para o mundo globalizado e conclui que ele não é plano. O sucesso pessoal depende como nunca do lugar onde você escolheu morar: é um pico ou um vale?

 
 

Até o mês passado, o mundo era plano, ou caminhava rapidamente para sê-lo. Mas desde que Richard Florida lançou, em 4 de março, o livro Who’s Your City? (“Que cidade é a sua? Como a economia criativa está tornando o lugar onde você vive a decisão mais importante da sua vida”), o mundo parece, novamente, acidentado. O professor canadense de 51 anos, famoso por seus textos sobre as “classes criativas”, desafia o otimismo de Thomas Friedman em O Mundo É Plano. Propõe, em seu lugar, uma economia global dominada por 40 gigantescas megalópoles, na qual a localização é simplesmente o fato mais relevante da vida pessoal e profissional. “A inovação e os recursos econômicos continuam extremamente concentrados”, diz Florida. “É muito melhor para um profissional ambicioso estar em São Paulo ou no Rio de Janeiro, que eu chamo de Riopaulo, do que num lugar desimportante da Europa ou dos Estados Unidos.”

Há várias novidades nessa abordagem de Florida. A primeira é que ele reúne uma avalanche de dados para ilustrar a tese de concentração humana, econômica e intelectual em aglomerados de cidades – como Riopaulo -, que ele chama de megarregiões. Essas informações são resumidas em quatro tipos de mapas globais. Eles mostram as maiores aglomerações humanas, os picos de atividade econômica (baseada em luz elétrica, detectada por satélites), as áreas de ocorrência de inovações (com base em patentes) e a concentração de cientistas (veja os mapas no site http://www.epocanegocios.com.br). Sua conclusão é que as megarregiões concentram 50% da produção humana e 99% das inovações do planeta. E que a globalização está aprofundando, e não reduzindo esse fenômeno.

 

“A globalização tem dois lados”, escreve. “O primeiro e mais óbvio é a dispersão geográfica de funções econômicas de rotina, como a manufatura.” Ao mesmo tempo, prossegue, ocorre algo menos estudado, mas igualmente essencial. “Com a globalização, atividades econômicas de alto nível, como inovação, design, finanças e mídia, tendem a se concentrar em um número pequeno de localidades.” Florida chama essa convivência de contrários de dialética, um termo quase esquecido do vocabulário marxista. E arremata: “O erro que se comete em relação à globalização é tratá-la como uma espécie de proposição tudo ou nada. Não é o caso”, afirma. “A chave está em entender que o mundo é plano e acidentado ao mesmo tempo.”

Quando se trata de inovação, a concentração é particularmente dramática (veja quadro acima). Os picos mais altos estão em regiões metropolitanas ao redor de Tóquio, Seul, Nova York e São Francisco. Ou em cidades como Boston, Seatle, Austin, Toronto, Berlim, Paris, Helsinque e Taipé. São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México estão na lista, mas perto do final. Essas são áreas, explica Florida, com ecossistemas que incluem universidades de ponta, grandes companhias, mercado de trabalho flexível e investidores que estão afinados com as demandas do mercado de inovação. Os capitalistas de risco, diz ele, têm inclusive uma regra de ouro, que proíbe investir em companhias que estejam a mais de 20 minutos de carro do escritório deles.

O mundo é…acidentado

Richard Florida, o polêmico arauto das classes criativas, olha para o mundo globalizado e conclui que ele não é plano. O sucesso pessoal depende como nunca do lugar onde você escolheu morar: é um pico ou um vale?

A concentração de empresas e pessoas inovadoras, afirma Florida, não é acidental. Ela decorre da lógica econômica. As idéias fluem melhor, são afiadas com mais rapidez e podem ser postas em prática em menos tempo quando os inovadores, os implementadores e os sócios capitalistas estão em contato diariamente, dentro e fora do trabalho. “As pessoas criativas não se juntam nas mesmas cidades apenas porque gostam da companhia umas das outras, embora isso também ocorra”, escreve o economista. “Pessoas e empresas criativas formam clusters por causa dos enormes ganhos de produtividade, economia de escala e troca de conhecimento que a densidade acarreta.”Ao telefone, falando de sua casa, o professor da Universidade de Toronto parece ansioso para divulgar suas idéias – e o faz com grande desenvoltura. Florida é uma pessoa pública, um sujeito simpático do tipo que aparece em programas de entrevistas na TV americana. Está acostumado a lidar com a discordância. Seu best-seller The Rise of Creative Class (“A ascensão da classe criativa”, ainda não traduzido em português) causou sensação e controvérsia, ao defender que concentrações urbanas que reúnem especialistas em tecnologia, artistas e homossexuais correspondem a um nível mais alto de desenvolvimento econômico. Alguns críticos acharam a coisa toda mal conceituada, mas agora Florida ampliou a idéia para o resto do mundo. “Escolher o lugar onde você vai morar é pelo menos tão importante quanto escolher a universidade que você vai freqüentar ou a pessoa com quem você vai viver”, afirma. “Se você mora em São Paulo, pode trabalhar ocasionalmente da praia, mas sua carreira vai ser feita na cidade, onde as outras pessoas e o crescimento estão concentrados.”

Em termos pessoais, o mundo acidentado de Florida sugere a necessidade de opções. Pode-se viver em comunidades menores e atrasadas – que ele chama de vales – ou mudar-se para o pico mais próximo. Nos vales está a segurança da vida familar e comunitária, com menor possibilidade de escolha afetiva ou profissional. Nos picos está o glamour da vida globalizada, com viagens e oportunidades existenciais e amorosas. Embora localizados em diferentes países, os picos são intensamente conectados entre si, criando a impressão, entre seus habitantes, de que o mundo todo é uma grande avenida, próspera e dinâmica. Não é. E aí entra a visão sombria do seu mundo acidentado.

Nos vales junta-se uma multidão ressentida, que vive à margem das inovações e dos privilégios da modernidade. “Esse é o grande embate político do nosso tempo, não a religião”, diz Florida. Sem condições de participar da parte dinâmica da economia, as pessoas são deixadas para trás e reagem com mobilizações políticas reacionárias, freqüentemente religiosas. O que se pode fazer? Tentar, com políticas públicas, diminuir a crescente concentração geográfica de privilégios. Mas, para isso, seria preciso abandonar a idéia de que o mundo é plano. “Enquanto os políticos repetem que 6 bilhões de nós vão trabalhar de casa, as pessoas excluídas estão ficando com raiva”, ele afirma. “Isso pode levar a uma guerra de classes.” Os picos contra os vales, quer dizer.

Título da tabela
* Baseado em patentes e ajustado em relação à população. **Usa-se a luz que é visível do espaço durante a noite como estimativa da atividade econômica, em combinação com números do PIB tradicional. *** Cascadia refere-se à macrorregião formada pela Colúmbia Britânica, no Canadá, mais os estados de Washington-Oregon, nos Estados Unidos.

A Ascensão da Classe Criativa

Mas um pouco de Richard Florida:

Carnegie Mellon University scientists test a soccer-playing robot built from a Segway personal transportation device (unmodified Segway at left).
Cientistas testam robô que joga futebol, criado a partir de um dispositivo de transporte pessoal Segway (à esquerda, Segway inalterado) (Gene J. Puskar/© AP Images)

A prosperidade e o sucesso pessoal dos americanos cada vez mais dependem de jovens trabalhadores e de outros que mostram criatividade, individualidade, diferença e mérito.

Richard Florida é professor de Administração e Criatividade na Escola de Administração Rotman, da Universidade de Toronto, onde também é diretor acadêmico do Lloyd and Delphine Martin Prosperity Institute. Recentemente escreveu Who’s Your City? [Qual a Identidade da sua Cidade?] Este ensaio é um excerto de seu artigo “A Ascensão da Classe Criativa” publicado originalmente na revista Washington Monthly.

Nota: Todos os anos, empresas grandes e pequenas fazem “recrutamento” nos campi universitários, especialmente nos campi das universidades mais conceituadas (como a Carnegie Mellon), enviando funcionários para conhecer e tentar contratar alunos. Na maioria das vezes, os estudantes mais procurados não se enquadram no estereotipo daqueles com as melhores notas nem dos que comparecem às entrevistas mais bem vestidos, mas, em vez disso, são aqueles que mostram mais criatividade.

Quando caminhava pelo campus da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, em um belo dia de primavera, deparei-me com uma mesa repleta de jovens que conversavam e desfrutavam do tempo excelente. Muitos vestiam camisetas azuis idênticas com a inscrição “Trilogy@CMU” — Trilogy é uma empresa de software de Austin, com sede no Texas, conhecida por recrutar nossos melhores alunos. Caminhei na direção da mesa. “Vocês estão aqui para recrutar?”, perguntei. “Não, de modo algum”, responderam com firmeza. “Não somos olheiros. Estamos apenas passando o tempo e jogando um pouco de Frisbee com nossos amigos.” Que interessante, pensei. Eles vieram ao campus num dia útil, fizeram todo o trajeto desde Austin, só para passar o tempo com alguns novos amigos.

Notei um membro do grupo deitado na grama, vestindo uma regata tank top. Esse jovem tinha o cabelo multicolorido e espetado, o corpo coberto de tatuagens e vários piercings nas orelhas. Um preguiçoso, pensei, provavelmente toca em uma banda. “E então, qual é sua história?”, perguntei. “Oi, acabei de assinar contrato com esses caras.” Na verdade, como soube mais tarde, ele era um estudante talentoso que havia firmado o contrato mais bem pago a um graduando na história do seu departamento, exatamente nessa mesa sobre a grama, com os olheiros que não “recrutam”.

Que mudança em relação aos meus tempos de faculdade, há pouco mais de 20 anos, quando os alunos vestiam suas melhores roupas e escondiam cuidadosamente quaisquer tendências contracultura para mostrar que eram adequados à empresa. Atualmente, ao que parece, é a empresa que tenta se adequar aos estudantes. Na verdade, a Trilogy levou-o para comer e beber em festas regadas a margaritas em Pittsburgh e o mandou de avião a Austin para participar de festas particulares em casas noturnas da moda e a bordo de barcos da empresa. Quando telefonei ao pessoal que o recrutou para perguntar a razão, eles responderam: “É simples. Nós o queremos porque ele é um astro do rock.”

Embora estivesse interessado na mudança da estratégia de recrutamento das empresas, algo me surpreendeu ainda mais. Esse era outro exemplo de jovem talentoso que deixa Pittsburgh. (…) Perguntei ao jovem de cabelo espetado por que estava indo para uma cidade menor no meio do Texas, um lugar com aeroporto pequeno e sem times profissionais de esporte, sem uma sinfônica de peso, um grupo de balé, uma ópera ou um museu de arte comparáveis aos de Pittsburgh. A empresa é excelente, disse ele. Também há pessoas incríveis e o trabalho é desafiador. Mas o principal, disse ele, é que “é em Austin!” Há muitos jovens, seguiu explicando, e uma infinidade de coisas para fazer: um cenário musical promissor, diversidade étnica e cultural, excelentes opções de recreação ao ar livre e uma vida noturna fantástica. Embora tivesse várias boas ofertas de trabalho de empresas de alta tecnologia em Pittsburgh e conhecesse bem a cidade, ele disse que achava que a cidade não tinha opções de estilos de vida, diversidade cultural, nem atitudes tolerantes que pudessem torná-la atraente. Assim, resumiu ele: “Como poderia me enquadrar aqui?”

Esse jovem e as tendências de seu estilo de vida representam uma profunda nova força na economia e na vida dos Estados Unidos. Ele faz parte do que chamo de classe criativa: um segmento da força de trabalho de crescimento rápido, com excelente formação e extremamente bem-pago, de cujo esforço as empresas dependem cada vez mais para obtenção de lucros e crescimento econômico. Os membros da classe criativa executam grande variedade de trabalho em ampla diversidade de indústrias — da tecnologia ao entretenimento, do jornalismo às finanças, da fabricação sofisticada às artes. Conscientemente eles não pensam em si mesmos como uma classe. No entanto, compartilham um etos comum que valoriza criatividade, individualidade, diferença e mérito.

But will he make it to Austin? A college student manipulates information on his laptop computer.
Mas ele fará sucesso em Austin? Estudante universitário trabalha informações em seu laptop (© Jupiter Images)

A secretária criativa

A característica distintiva da classe criativa é que seus membros envolvem-se em atividades cuja função é “criar novas formas significativas”. O centro supercriativo dessa nova classe inclui cientistas e engenheiros, professores universitários, poetas e romancistas, artistas, profissionais do entretenimento, atores, designers e arquitetos, bem como a “liderança inovadora” da sociedade moderna: escritores de não-ficção, editores, figuras da área cultural, pesquisadores de centros de pesquisa, analistas e outros formadores de opinião. Os membros desse grupo supercriativo produzem novas formas ou desenhos facilmente transferíveis e de grande utilidade — como a criação de um produto que pode ser fabricado, vendido e usado amplamente; a descoberta de um teorema ou de uma estratégia que podem ser aplicados a muitos casos; ou a composição de uma música que pode ser executada inúmeras vezes.

Além desse grupo central, a classe criativa também inclui “profissionais criativos” que trabalham em ampla gama de indústrias de conhecimento intensivo, como setores de alta tecnologia, serviços financeiros, profissões nas áreas jurídica e de assistência médica e administração de empresas. Essas pessoas dedicam-se à solução criativa de problemas, utilizando corpos complexos do conhecimento para resolver problemas específicos. Normalmente, isso exige um alto grau de educação formal, portanto, elevado nível de capital humano. Pessoas que realizam esse tipo de trabalho podem, às vezes, descobrir métodos ou produtos que se tornam extremamente úteis, mas isso não faz parte da descrição da sua atividade básica. O que normalmente lhes é solicitado é que pensem por si mesmos. Eles aplicam ou combinam abordagens comuns de forma inusitada para resolver a situação, empregam muito discernimento e talvez tentem algo radicalmente novo de vez em quando.

Grande parte disso também se aplica ao crescente número de técnicos e de outros profissionais que empregam corpos complexos de conhecimento para trabalhar com material físico. Em áreas como a medicina e a pesquisa científica, os técnicos estão assumindo cada vez mais responsabilidade para interpretar seu trabalho e tomar decisões, ofuscando a antiga distinção entre o trabalho administrativo (realizado pelos tomadores de decisões) e o trabalho braçal (realizado por aqueles que seguem ordens). Eles adquirem seu próprio corpo específico de conhecimento e desenvolvem formas pessoais únicas de realizar o trabalho. Outro exemplo é a secretária nos escritórios reduzidos de hoje. Em muitos casos essa pessoa não apenas assume várias tarefas antes executadas por uma grande equipe, mas se transforma em uma verdadeira gerente do escritório — canalizando o fluxo de informações, criando e estabelecendo novos sistemas e, muitas vezes, tomando decisões importantes na hora. Essas pessoas contribuem mais do que com inteligência ou habilidades de informática. Elas acrescentam valor criativo. Para onde quer que olhemos, a criatividade é cada vez mais valorizada. Empresas e organizações a valorizam pelos resultados que pode produzir, e os indivíduos a vêem como um caminho para a auto-expressão e a satisfação no trabalho. Conclusão: quanto mais se valoriza a criatividade, mais cresce a classe criativa.

A classe criativa hoje inclui por volta de 38,3 milhões de americanos, quase 30% do total da força de trabalho do país — acima dos meros 10% na virada do século 20 e de menos de 20% nos anos 1980. A classe criativa tem considerável poder econômico. Em 1999, o salário médio de um membro da classe criativa girava em torno de US$ 50 mil (US$ 48.752), comparado com cerca de US$ 28 mil pagos a um membro da classe trabalhadora e de US$ 22 mil a um trabalhador do setor de serviços.

Não é de estranhar que as regiões com grande número de membros da classe criativa também sejam as mais prósperas e de maior crescimento.

Economia Criativa

Nessa semana aconteceu em Detroid, um encontro onde grandes pensadores (pelo que vi nenhum ainda traduzido para o portugues) das cidades criativas se reuniarão e debateram acerca desse tema. O Site Cultura e Mercado, faz um resumo do evento:

Detroit. Uma cidade que já foi um ícone mundial da industrialização e ainda hoje é o berço automobilístico das quatro rodas dedicou os três últimos dias a um tema estonteante: cidades criativas. O momento não poderia ter sido mais oportuno: meses após as estatísticas terem revelado que mais de 50% da população deste planetinha azul vive em cidades e semanas após a explosão de uma crise que aqui está sendo comparada à de 1929.

Os sinais começam a se fazer sentir: se no Brasil fomos surpreendidos com a corrosão do valor do real em 48% em um mês, na sede da indústria automobilística boqueabertos estadunidenses ouvem rumores de que a combalida General Motors está em vias de comprar a Chrysler e prestes a se fundir com a Ford, três titãs do setor. Resumo de uma longa e ainda desconhecida ópera da qual todos nós seremos protagonistas: parece ter chegado a hora de admitir que, de fato, o modelo econômico com o qual trabalhamos até agora e que aos trancos e barrancos tentava sobreviver, está em seus estertores. Bem, se foi este modelo que nos levou a esta crise, não será ele que nos tirará dela.

É exatamente para tentar debater novos modelos e rotas de escape que surge o tema das cidades criativas: não como epicentro dos problemas, mas de suas soluções. Afinal, são justamente os centros urbanos, pequenos ou grandes, industriais ou de serviços, de países economicamente ricos ou pobres, onde se encontra a maior concentração de talentos e criatividade por metro quadrado. É nesses locais, movidos por inventividade ou necessidade, por opção ou falta dela, que pessoas das mais diversas vertentes se encontram, interagem, convivem. E é contando com esse substrato que várias cidades tëm tentado transformar seu tecido socioeconômico, baseado em uma das poucas coisas que não são padronizáveis: sua singularidade cultural.

Tal foi o foco do Creative Cities Summit 2.0 (www.creativecitiessummit.com), durante o qual os palestrantes, em uníssono, mostraram-se preocupados, mas otimistas – e também foi essa a tônica da minha fala. Aquele típico otimismo que nos leva a arregaçar as mangas, escancarar olhos e ouvidos e tentar encontrar outras formas de ver uma foto e encontrar os erros no jogo de sete erros. Um deles, já flagrado com letras de néon: o excesso de investimento na ciranda financeira e não em ativos reais, embora muitas vezes tão intangíveis como a criatividade e a cultura. O efeito disso pode ser sentido aqui, onde a população despencou de 2 milhões de pessoas para 800 mil, nas últimas décadas, levando ao virtual abandono de bairros inteiros. Hoje, parte das antigas fábricas está sendo transformado em condomínios e espaços alternativos, tentando resolver dois problemas ao mesmo tempo.

Outro erro, enfatizado com tanto fervor que me senti em casa, embora aqui como aí questionado e ainda não resolvido: a tendência vista quase como natural que nossos governos têm, com raríssimas exceções, de investir cifras astronômicas em infra-estrutura e tão pouco em quem tem de lidar com elas, como aliás foi reiterado por três dos mais lidos pensadores da economia criativa: Richard Florida, John Howkins e Charles Landry, juntos pela primeira vez.

Em meio a tantas incertezas, surgem algumas conclusões. Primeira: a globalização da economia compartilhou problemas em escala jamais vista e não há como um país sair isoladamente da encrenca na qual o mundo se meteu. Nesta sopa de problemas, primeiro e terceiro mundo, indústrias, serviços e agricultura, pequenos e grandes países já se misturaram há muito tempo. Segunda: que cultura e criatividade fazem parte da resposta, tem sido crescentemente reconhecido. Afinal, se temos de arcar com os custos de uma crise, que a aproveitemos para mudar nossas prioridades. Algo que me fez estremecer, ao abrir o computador e ler que, em função da crise, o Ministério da Cultura deverá ter o orçamento de 2009 reduzido. Novos tempos, velhos dias.

O ótimo canal de palestras no google, no Youtube, contem uma interessante palestra com Richard Florida falando desse assunto. Vale a pena, e ja puz o livro dele na lista para ler.

H & R

Os genios estão de volta, com vocês Hermes e Renato

Para Ficar de Olho: Johnny Brazil

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João Brasil é cantor, compositor, multi-instrumentista, mito, hit-maker underground, natureza subversiva, gênio para alguns, que através de sucessos com Baranga e Pau Molão se tornou um ser mítico na cena carioca. Esse ano Lançou sua obra prima, BIG FORBIDDEN DANCE, onde se torna o primo pobre do Girl Talk  e faz mash-ups de Metallica com Dança do Creu (cd para download no link) e põe todo mundo para dançar. Hoje, continuando sua carreira na área de DJ, lançou um remix da musica Los Chicos Ayer da banda Vanguart. Com essa nova empreitada o mito, a lenda,  João Brasil mostra que não é só um cantor de Hits bregas.

Para Ficar de olho:Esau Mwamwaya

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Ai vão 2 covers um da M.I.A e outro do Vapire Weekend sensacionais feitos por esse novo artista que mora em Londres mas nasceu no Mali e de nome complicado chamado Esau Mwamwaya.

MP3:> Esau Mwamwaya and Radioclit: “Boyz”

MP3:> Esau Mwamwaya and Radioclit: “Cape Cod Kwassa Kwassa”

Mr.West

… ele não cansa… dessa musica

Francisco Ferdinando

Franz Ferdinand tocando a musica Bite Hard do novo album que ja tem data de lançamento de track list

Lançamento: 26 de Janeiro, no Reino Unido.
Produção: Dan Carey, que também já se envolveu com Sia, Hot Chip, Lily Allen, MIA, Kylie, Fatboy Slim, CSS, Santogold…

1 – Ulysses
2 – Turn It On
3 – Kiss Me
4 – Twilight Omens
5 – Send Him Away
6 – Live Alone
7 – Bite Hard
8 – What She Came For
9 – Cant Stop Feeling
10 – Lucid Dreams
11 – Dream Again
12 – Katherine Kiss Me

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